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África - Cinco países unem forças para combater a caça furtiva

Os cinco países da Área de Conservação Transfronteiriça (TFCA) Kavango Zambeze (Kaza), incluindo Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, estão empenhados em trabalhar juntos para reduzir a caça furtiva e o comércio ilegal de animais selvagens. Eles lançaram recentemente uma iniciativa para fortalecer sua parceria.


Os cincos estados parceiros da TFCA do Kavango Zambeze (Kaza), desenvolveram uma nova estratégia para combater o crime contra a vida selvagem nos seus respectivos países. A política baseia-se na "melhorias da capacidade, sinergia e eficiência dos órgãos aduaneiros e policiais responsáveis pelo controle da movimentação de mercadorias nos 33 portos de entrada e saída do TFC".


Para enfrentar este desafio, os estados parceiros do TFCA planejam implementar procedimentos operacionais padrão (SOPs), comuns a todos os cinco países, através do desenvolvimento de um programa de treinamento credenciado pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagem (CITES) para as alfândegas e outros encarregados da aplicação da lei, além de capacitar esses oficiais nos cincos estados parceiros. Treinamento adicional será fornecido na identificação da vida selvagem para aumentar a probabilidade de que os governos sejam capazes de intercepctar o tráfico de espécies.


Os países da TFCA serão assistidos pela Peace Parks Foundation e pelo Southern African Wildlife College (SAWC). O projeto já recebeu uma doação do Bureau para Assuntos Internacionais de Entorpecentes e Polícial (INL) do Departamento de Estado dos EUA. "Os funcionários da alfândega são a principal linha de defesa contra o tráfico ilegal dos tesouros naturais da África. A capacidade e os recursos dos funcionários da alfândega são essenciais para interromper o comércio", disse Doug Gillings, gerente de crimes contra a vida selvagem do Peace Parks.


A iniciativa de Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe deverá permitir à TFCA dar um salto na implementação de outra estratégia, nomeadamente a da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre a aplicação de lei e combate à caça furtiva (Leap). Esta lei visa reduzir a caça furtiva e o comércio ilegal entre as populações da SADC para implementação eficas do Leap até 2021.


A Área de Conservação Transfronteiriça do Kavango Zambeza cobre uma área de cerca de 520.000 km² e inclui 36 áreas protegidas. A área de conservação tem a maior população de elefantes africanos e leões da África Austral. A área é, portanto, um alvo principal para caçadores furtivos. De acordo com a CITES, a caça furtiva dizima 40.000 elefantes na África todos os anos.


Um projeto que finalmente se aproxima das medidas da CITES


A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) decidiu em agosto de 2019, por meio do voto de seus membros, novas restrições ao comércio internacional de elefantes africanos. As novas medidas visam limitar a transferência de elefantes africanos para o zoológico ou outras atrações localizadas longe do continente africano. Vários países africanos, incluindo Namíbia, Botswana e Zimbabwe, no entanto, não são unânimes em seu apoio às novas medidas. Esses pediram à CITES para suspender a proibição da venda de marfim (presas de elefante).



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Fonte: Afrik21

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