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África, turismo muito além dos safáris

Hoje dia 27 de setembro é celebrado pela Organização Mundial do Turismo como o Dia Mundial do Turismo. Foi estabelecido pela terceira conferência da Assembleia Geral da OMT em Torremolinos (Espanha), em setembro de 1979.

Há quem ainda pense que as únicas opções de turismo na África têm a ver com safária e animais selvagens. Mas os países que definem a identidade africana são muito mais que isso - e podem surpreender qualquer visitante.

Um exemplo de como o senso comum pode trazer uma visão preconceituosa sobre o continente é dado no discurso que a escritora nigeriana Chimammanda Ngozi Adichie fez durante o TED 2013. No evento, ela relata o choque de sua colega de quarto da Universidade de Yale ao descobrir que ela fala inglês fluentemente e conhece músicas de cantores dos Estados Unidos.

Te convidamos a despir-se dos preconceitos e mergulhar em um universo repleto de cenários paradisíacos da África:


  • Luanda, Angola

A capital angolana é considerada o principal porto e pólo econômico do país. Fundada por portugueses, a cidade foi dominada por holandeses entre 1641 e 1648 e possui uma identidade mista.

Palco de conflitos impulsionados pela guerra civil, a cidade tornou-se pacífica em 2002 e desde então tem fortalecido cada vez mais seus ares modernos e cosmopolitas. Suas atrações incluem bons museus, igrejas e shoppings.

Luanda, Angola
  • Monte Kilimanjaro, Tanzânia

Considerado como o ponto mais alto da África, o monte localiza-se na fronteira da Tanzânia com o Quênia e estende-se por uma altura de mais de 5800 metros.

O cenário único, com um pico nevado em meio à savana africana, bem como as florestas que o cercam, que totalizam mais de 75 mil hectares, atraem turistas aventureiros em busca dos riscos de trilhas e escaladas ao topo.

A caminhada pode levar dias – não é à toa, aliás, que a montanha acumula histórias de acidentes e até de superação. O parque nacional da região, rico em biodiversidade, foi tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1987.

Monte Kilimanjaro, Tanzânia
  • Igrejas Escavadas de Lalibela, Etiópia

Essa pequena cidade na Etiópia é marcada por suas igrejas monolíticas datadas do século 12 e esculpidas em rochas por ordem do Rei Lalibela, como uma réplica das construções encontradas em Jerusalém.

Naquela época, a cidade sagrada – que hoje fica em Israel – era tomada por árabes e completamente restrita à visita de cristãos. Dessa forma, as pequenas igrejas foram erguidas no país africano com o intuito de reproduzir o mesmo efeito que Jerusalém tinha sobre seus fiéis.

Igrejas escavadas como a de Saint George (foto), situadas a 640 quilômetros da capital Adis Abeba, constituem um conjunto listado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Igrejas Escavadas de Lalibela, Etiópia
  • Falésias de Bandiagara, Mali

Muito mais do que um lugar cercado por desertos e um calor escaldante, Mali tem vilarejos e cenários muito propensos ao turismo de aventura. É preciso, no entanto, ter um pouco de cautela ao se arriscar por aqui, pois o lugar é perigoso e acumula histórias de violência.

Ainda assim, lugares como as Falésias de Bandiagara merecem uma visita. Erguidas em meio as extensas paredes de rocha pelos povos Tellem, que habitaram a região desde 3000 a.C., essas pequenas construções de argila e palha protegiam os moradores de invasões.

Tudo isso mudou por volta do século 16, quando os povos Dogon renderam os Tellem durante a expansão do Império Mali e se instalaram por ali. Hoje, as falésias (e as construções incrustadas na rocha) são tombadas como Patrimônio Mundial da Unesco.

Falésias de Bandiagara, Mali
  • Alameda dos Baobás, Madagascar

Localizada na costa oeste da ilha, essa gigantesca árvore, que pode chegar a até 30 metros de altura, forma um dos cenários mais famosos do continente africano. Popularmente conhecidas como “Mães da Floresta”, os baobás de Madagascar representam a diversidade biológica e a riqueza natural do país, onde mais de 80% das plantas locais são endêmicas e só podem ser encontradas por aqui.

Cada tronco pode armazenar até 120 mil litros de água. Todos esses encantos chamam a atenção para a importância de preservá-las, visto que essas espécies encontram-se ameaçadas de extinção.

Alameda dos Baobás, Madagascar

O impacto provocado pelas águas cristalinas desse país, formado por um conjunto de 115 ilhas do Oceano Índico, tem uma razão de ser. Aqui, a nação preza pelo turismo sustentável e mantém áreas de preservação, com um controle rigoroso na quantidade de visitantes. Por aqui, é possível encontrar 75 espécies vegetais endêmicas, e animais raros, como o periquito-das-seychelles e o crocodilo de água salgada.

Seychelles
  • Paisagem Cultural de Sukur, Nigéria

Listados como Patrimônio Mundial da Unesco desde 1999, esses cenários da pequena Sukur, os primeiros a serem tombados pela instituição no continente africano, são formados no topo de uma colina das Montanhas de Mandara e caracterizam-se por seus símbolos sagrados e rochas milenares. Aqui, é possível encontrar o complexo do Palácio de Hidi, antigos chefes dos povos que habitavam o local, pequenos vilarejos e terraços naturais em perfeito estado de conservação.

Paisagem Cultural de Sukur, Nigéria
  • Ilhas Maurício

Localizadas no sudoeste do continente africano, a quatro horas da cidade de Johanesburgo, esse conjunto de ilhas são popularmente conhecidas como a “Pérola do Índico” graças às suas águas de uma coloração intensa de azul-turquesa.

A cultura diversificada, formada pela influência de africanos, indianos, muçulmanos e europeus, bem como suas montanhas vulcânicas e atrações econômicas, tornaram o lugar como um destinos favoritos de casais em lua-de-mel que passam pelo continente.

Ilhas Maurício
  • Parque Nacional de Vulcões, Ruanda

Na fronteira com o Parque Nacional de Virunga, no Congo, e com o Parque Nacional Mgahinga, em Uganda, esse lugar abriga oito vulcões das Montanhas Viruga e tem uma parte de seu território coberto por florestas e pelas plantações de bambu.

O que chama a atenção aqui é a população de gorilas ameaçados de extinção, que se escondem pelo território. Para conseguir avistá-los, é preciso reservar a visita, restrita a apenas 32 licenças por dia, com bastante antecedência. O tempo com eles também é curto: apenas uma hora de visita.

Parque Nacional de Vulcões, Ruanda
  • Maputo, Moçambique

Prédios e arranha-céus à beira do mar marcam o cenário de Maputo, capital e principal centro financeiro do país. Descoberta pelo império português, a cidade só viria a tornar-se independente de Portugal em 1975.

Muitos que visitam a capital notam uma certa semelhança com os hábitos dos brasileiros, que vão desde a língua oficial, o português, até elementos da culinária, que inclui pimenta e farinha. Por aqui, vale a pena visitar suas feirinhas de artesanato e tomar uma cerveja gelada em um dos muitos bares que a cidade oferece.

Maputo, Moçambique
  • Ilha Ngor, Senegal

Com uma população de pouco mais de 17 mil habitantes, essa pequena vila de Dakar, capital do Senegal, atrai turistas graças às suas águas propensas à prática de surf. O complexo hoteleiro da região é conhecido pelo bom atendimento e pela cordialidade com os visitantes.

Ilha Ngor, Senegal
  • Garden Route, África do Sul

Partindo da Cidade do Cabo, o percurso de 200 quilômetros passa pela cidade portuária de Mossel Bay e segue até o vilarejo de Storms River. No caminho, é possível avistar lagos, colinas, florestas e praias.

Além dos passeios ideais para turistas em busca de aventura, como caminhadas longas e intensas, a região também possui construções interessantes, feirinhas de artesanato e até campos de golfe.

Garden Route, África do Sul
  • Cordilheira de Drakensberg, Lesoto

Montanhas, colinas e um belo parque nacional homônimo tombado pela Unesco estão no caminho de quem passa por essa cordilheira, com mais de mil quilômetros de extensão.

É aqui que fica o monte Thabana Ntlenyana, o ponto mais elevado do complexo e que totaliza mais de 3 mil metros de altitude. A vista que se tem do lugar são dignas de cinema.

Cordilheira de Drakensberg, Lesoto

No caminho da região do Cabo Ocidental, uma formação cavernosa de calcários do período pré-cambriano estende-se por cerca de cinco quilômetros. No entanto, apenas um quarto desse percurso é aberto aos visitantes, que precisam do auxílio de guias bem preparados para percorrer seus túneis. A caverna, descoberta em 1930, é a mais famosa da África do Sul.

Cango Caves, África do Sul
  • Casa dos Escravos, Dakar, Senegal

Construído pelos holandeses no final do século 19, esse edifício da Ilha de Goré serviu como um posto de tráfico de escravos durante o auge da escravidão no continente.

A localização estratégica da casa, à beira de um mar de águas profundas, tinha uma razão de ser: qualquer prisioneiro que se sujeitasse a tentar uma fuga morria afogado como punição.

Enquanto isso, muitos deles, que eram mantidos em cativeiro enquanto esperavam por sua venda, acorrentados pelos braços e pelo pescoço, acabavam morrendo por maus tratos e doenças. A construção faz parte do conjunto histórico da ilha, tombado como Patrimônio Mundial da Unesco em 1978, e virou um museu.

Casa dos Escravos, Dakar, Senegal

A região montanhosa do Marrocos, que marca a transição entre o Médio e o Alto Atlas, são o lar de quedas d’água de 110 metros de altura. O nome tem uma explicação interessante: ouzoud, na língua berbere, quer dizer azeitona, fruto marcante na região, que é completamente cercada por oliveiras. O acesso ao lugar pode ser feito a partir de Marrakesh, cidade que fica a 150 km de distância.

Cascatas de Ouzoud, Marrocos
  • Victoria Falls (Cataratas de Vitória), Zâmbia

Com 128 metros de altura e 1,5 quilômetros de largura, as cataratas ficaram popularmente conhecidas entre os povos nativos como “fumaça que troveja” graças à neblina provocada por suas águas e ao barulho intenso que vem do impacto de suas quedas.

“Descobertas” pelo explorador escocês David Livingstone em 1885, que as batizou como uma homenagem à Rainha Vitória, elas ficam localizadas dentro no complexo do parque nacional homônimo, tombado pela Unesco.

Victoria Falls (Cataratas de Vitória), Zâmbia

Localizado na província de Mpumalanga, fundada em 1994 na África do Sul, esse cânion, considerado como o terceiro maior do país, possui uma área de 29 mil hectares e atravessa a Cordilheira de Drakensberg.

Montanhas altas e muitas vezes cobertas por névoa revelam quedas d’água de 800 metros de altura e mirantes como o Gods Window. Suas trilhas são convidativas a caminhadas e permitem com que o visitante aviste alguns animais típicos da região, como antílopes, cervos e javalis.

Blyde River Canyon, África do Sul

Tombada como Patrimônio Mundial da Unesco desde 2001, a cidade histórica queniana é a mais preservada da África Oriental. Suas construções foram erguidas com pedras de coral e madeira e, até hoje, encontram-se em perfeito estado de conservação. O lugar também é palco de festivais e eventos muçulmanos que atraem turistas e pesquisadores.

Cidade histórica de Lamu, Quênia
  • Catedral de Asmara, Eritreia

Localizada do centro da cidade de Asmara, essa igreja católica foi erguida no estilo arquitetônico romanesco, demorou seis anos pra ser construída e foi inaugurada em 1922.

Batizada como St. Josephs Cathedral, ela possui uma torre de 52 metros de altura, que oferece uma visão privilegiada das construções de art déco da cidade, e abriga uma escola, um mosteiro e um convento.

Catedral de Asmara, Eritreia
  • Fish River Canyon, Namíbia

O segundo maior cânion do planeta (só não é maior do que o Grand Canyon, nos Estados Unidos) fica no sul da Namíbia, país que faz fronteira a noroeste com a África do Sul.

Ao contrário do que acontece com o seu similar nos EUA, o cânion africano não recebe tantos turistas e será bem provável de que você seja o único ser humano a vislumbrar por momentos a grandiosidade da paisagem com suas formações rochosas.

Fish River Canyon, Namíbia

Patrimônio Mundial da Unesco desde 2011, o Forte Jesus é considerado uma das atrações históricas mais interessantes do Quênia. Erguido entre os séculos 16 e 17, o forte foi contruído com o objetivo de defender a região, tomada pelas rotas militares portuguesas, das invasões e dos ataques dos povos turcos otomanos. Ao longo dos séculos, a edificação passou por diversas restaurações, todas elas com o objetivo de preservar a arquitetura original.

Forte Jesus de Mombaça, Quênia

Fonte: Viagem


 
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