Cidade Inteligente será construída na República Democrática do Congo

O presidente da RDC, Félix Tshisekedi, desembarcou no Cairo, no primeiro dia de Fevereiro para uma visita de dois dias ao Egipto, durante a qual teve encontros com o seu homólogo egípcio Abdel Fattah al-Sisi para finalizar o lançamento do Kitoko, um projeto liderado pelo Senegal.



Durante a sua última visita ao Cairo, o presidente congolês fez-se acompanhar por uma grande delegação que incluía três ministros que o precederam: Julien Paluku (Indústria), Pius Muabilu (Urbanismo e Habitação) e Augustin Kibassa Maliba (Correios, Telecomunicações e Novas Informações e Tecnologias de comunicação).

Nessa viagem, o presidente congolês assinou diversos contratos de obras de infraestrutura. De acordo com informações por nós obtidas, Kitoko – um grande projeto que visa criar uma “cidade inteligente” na RDC – também esteve na ordem do dia.

Uma cidade ministerial e torres gémeas Projetada pelo arquitecto senegalês Pierre Goudiaby Atepa e aprovada por Tshisekedi, esta iniciativa – que deveria aliviar o congestionamento de Kinshasa – foi confiada ao consórcio egípcio Income . Assim, foi assinado um acordo no Cairo entre o presidente congolês e este grupo.

O local do futuro canteiro de obras já foi escolhido. O local de 30.000 hectares (ha) localizado a 40 quilómetros a leste de Kinshasa e a 15 quilómetros do Aeroporto Internacional de N’Djili, não fica longe da antiga sede do Mouvement populaire de la révolution [Movimento Popular da Revolução] (MPR) de Mobutu.

Espera-se que este vasto centro urbano abrigue uma cidade ministerial (a maioria dos ministérios deve ser aí instalada), um tribunal, um salão de congressos, um hospital, e igualmente uma nova sede para Gécamines (a alojar em torres gémeas).

10.000 hectares e € 3,3 biliões Um estudo de viabilidade foi realizado e aprovado pelo escritório de advocacia anglo-americano Deloitte. De acordo com os planos para esta nova cidade, a área de 30.000 hectares será distribuída da seguinte forma: 10.000 hectares serão áreas cultiváveis ​​localizadas nas encostas para abrigar os agropólos; 10.000 hectares serão reservados a estradas e redes diversas (VRD), espaços públicos e espaços verdes; e, finalmente, 10.000 hectares reservados a terrenos urbanos comercializáveis. O projeto foi apresentado pela primeira vez a Tshisekedi em Abril de 2019, por ocasião da inauguração de Macky Sall. O primeiro encontro foi seguido pela visita a Dakar de uma delegação chefiada por três ministros: Muabilu, Sakombi Molendo (Assuntos Fundiários) e Aggée Aje Matembo Toto (Ordenamento do Território) em Janeiro de 2020. O dossier é liderado pelo assessor especial de Tshisekedi para os Investimentos, Jean-Claude Kabongo. Um comité director será criado para gerir este projeto.


Fonte: Portal de Angola

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