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Fenda gigante em África pode criar um novo oceano

Atualizado: 9 de Set de 2020



Investigadores afirmam que uma fenda com 56 quilômetros no deserto da Etiópia vai provavelmente tornar-se um novo oceano. A fissura, que em alguns pontos chega a quase seis metros de largura máxima, abriu-se em 2005 e, na época, alguns geólogos já acreditavam que pudesse vir a dar origem a um novo oceano - embora este fosse um ponto de vista controverso.

Uma artigo publicado na revista 'Geophysical Research Letters', que envolve uma equipe interacional de cientistas, incluindo pesquisadores africanos, árabes e norte-americanos, revela que os processos que estão na origem do surgimento da fenda são quase idênticos ao que se passa no fundo dos oceanos, mais um indicador de que o futuro da região poderá se encher de água.

Através dos dados sísmico de 2005, os cientistas reconstruíram o evento para mostrar que a fissura alcançou os 56 quilômetros de extensão em poucos dias. O vulcão Dabbahu, localizado no extremo norte da fenda, entrou primeiro em erupção e depois o magma subiu pelo meio da fenda e começou a abri-lá em ambos os sentidos. Conforme essas erupções subterrâneas continuam, a fenda continuará a aumentar - e em cerca de 10 milhões de anos irá criar uma África muito diferente, de acordo com os cientistas.

"Esta fissura é o início da abertura de um novo oceano que, dentro de alguns milhões de anos se formará entre a África Ocidental e um nova ilha gigante, a qual se moverá em direção ao Oceano Índico", explica Dereje Ayalew, geólogoda Universidade de Adis Abeba. "Ninguém, até agora, teve a hipótese de estudar o nascimento de um novo oceano. Conhecemos aqueles que já estão formados, mas nunca podemos observar um que estivesse na sua fase primordial".

"Sabemos que a cordilheiras submarinas são criadas por uma intrusão semelhante de magma em uma fenda, mas nunca soubemos que uma enorme fração da cordilheira poderia abrir0se de repente, como esta", explicou Cindy Ebinger, professora norte-americana de Ciências da Terra e Ambientais e co-autora do estudo.

Os resultados da investigação revelam que as áreas vulcânicas altamente ativas ao longo das bordas das placas tectónicas oceânicas podem de repente rachar em grandes seções, contrariando a principal teoria a este respeito que defendia que este processo seria gradual. Esta descoberta indica ainda que estes grandes eventos repentinos em terra representam um perigo muito grave para as populações que vivem nas regiões ao redor da fenda do que dos vários eventos menores.

"O objetivo deste estudo é saber se o que está acontecendo na Etiópia é semelhante ao que está para acontecer no fundo do oceano, onde é quase impossível nós irmos", diz Ebinger. "Sabíamos que se pudessemos estabelecer isso, a Etiópia seria essencialmente um laboratório único e excelente de dorsais oceânicas. Por causa da colaboração transfronteiriça sem precedentes por trás desta pesquisa, agora sabemos que a resposta é sim, o processo que esta para acontecer em África é análogo ao do fundo dos oceanos.





Fonte: Green Savers

 
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