Muçulmanos condenam destruição parcial da mais velha mesquita de África

O órgão representativo dos muçulmanos da Etiópia condenou hoje a destruição parcial de uma das mais velhas mesquitas de África, que também foi pilhada durante o confito na região do Tigray.



Os responsáveis do ataque contra a mesquita Al-Nejashi "devem ser levados rapidamente à justiça pelo Governo", declarou o secretário do Conselho Supremo dos Assuntos Islâmicos na Etiópia, Qassim Mohammed Tajuddin, ao fazer um apelo à apresentação de testemunhos.


O Governo do primeiro-ministro etíope, Abyi Ahmed, que lançou uma operação militar contra a região dissidente do Tigray no início de novembro, comprometeu-se esta semana em restaurar a mesquita multissecular e o seu cemitério, na cidade de Wukro.


Abyi Ahmed
Abyi Ahmed

Construída no século VII, a mesquita é considerada um dos locais mais antigos de sepultura muçulmanos. Segundo os crentes, abriga os restos de vários discípulos do profeta Maomé.


Local de peregrinação, a mesquita tinha sido renovada recentemente pela Turquia. O seu minarete e a sua principal sala de oração foram atingidos severamente por morteiros.


Vários dos seus objetos litúrgicos também foram roubados, segundo o Conselho, que representa os muçulmanos da Etiópia, cerca de um terço da população de 110 milhões de habitantes.


Vários responsáveis do Tigray, que estão em fuga, acusaram as forças federais etíopes e o Exército eritreu de ter disparado sobre a mesquita e roubado manuscritos.


Dirigentes da mesquita disseram à imprensa etíope que os soldados da Frente de Libertação do Povo do Tigray tinham cavado trincheiras perto do edifício.


Este partido, que dirigia a região do Tigray depois de ter estado no poder em Adis Abeba durante cerca de 30 anos, foi progressivamente marginalizado por Abyi, desde que este chegou ao poder em 2018.



Depois de meses de desconfianças mútuas, o primeiro-ministro e Prémio Nobel da Paz 2019 lançou em 04 de novembro uma operação militar para desalojar os dirigentes "ilegítimos" do Tigray e aí instalar uma nova administração.


A operação acabou oficialmente no final de novembro, mas os antigos dirigentes continuam em fuga e o Tigray continua a ser de acesso muito difícil para a Organização das Nações Unidas (ONU), os jornalistas e as organizações humanitárias.


Não existe qualquer balanço oficial do conflito, mas os combates levaram mais de 50 mil pessoas a procurar refúgio no Sudão vizinho e outros 63 mil a procurar abrigo em outros locais da região, segundo a ONU.




Fonte: Mundo Ao Minuto

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